"Se qualquer informação/grandeza/parâmetro que usamos é relativo(a) a algum padrão que inventamos... digamos: uma pessoa é considerada sábia por saber muito ou por saber mais do que as pessoas à sua volta?
Em uma terra de pessoas que não sabem nada, alguém que sabe um pouco mais também é um sábio? Mas se esse sábio se depara com uma infinidade de possibilidades, ele percebe que existe muito mais do que ele pode saber, e que ele é apenas especial pelo meio em que está... E, pelo fato de existir mais do que ele possa saber, ele deixa de ser sábio, porque ele, em vez de usar o parâmetro das pessoas à sua volta, ele usa esse novo parâmetro?
Então, quanto mais sabemos, menos sabemos? E seria por isso que um dos maiores filósofos costumava dizer 'só sei que nada sei'?"
...
Essa ideia veio à minha cabeça enquanto lia comentários de religiosos e ateus discutindo sobre "a verdade" em uma matéria um tanto polêmica. E se o fato da "verdadeira verdade" estiver nas páginas de um livro, não seja apenas uma ilusão para nos fazer sentir especiais, e todo o conhecimento científico que juntamos nos últimos séculos, sejam tão insignificantes quanto a massa de um elétron ao calcular a de um planeta...
Isso faria que, não importa o quanto discutimos quem sabe mais ou quem está certo, tudo não passa de uma ilusão criada pelos parâmetros que usamos uns contra os outros, e que, diante dessa infinidade, sabemos tão pouco quanto qualquer outra pessoa?
Sou louco por escrever tudo isso, se esse mesmo paradoxo diz que minha opinião é irrelevante? Só imagino que sou apenas mais uma das muitas pessoas que teve essa ideia, tanto que o título soa como um total clichê.
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