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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Começando o Capítulo 01

Comecei a escrever o capítulo 01 daquela história que nem dei um nome ainda e decidi postar aqui a "primeira fase". Ainda não sofreu nenhuma edição e usa a linguagem que escrevo inicialmente (uma nada literária). Não esqueçam que o capítulo está longe de estar terminado, tirando as edições, escrevi apenas 1/5 ou até 1/10 desse capítulo. Sem mais demora, aqui está:





Capítulo 01

                Desespero, horror, confusão e muitos outros sentimentos como esses passavam pela cabeça de Darl, que estranhamente sentia uma espécie de prazer. O garoto de onze anos corria sem rumo pela floresta, ele não se lembrava de nada e ao mesmo tempo se lembrava de tudo, mas nada de que se lembrava podia ser real.
                Era uma noite fria e com fortes ventos, Darl se sentia pesado, estava ofegante e tremia. Logo não pôde mais correr e se apoiou com a mão direita em uma árvore, ainda sem conseguir pensar bem olhou para sua mão esquerda. Ela estava ensanguentada, e isso só piorava suas memórias. Ao perceber um ruído, olhou rapidamente para trás, e lá havia um lobo em postura agressiva rosnando para ele.
                Sem pensar duas vezes, Darl começou a correr. Enquanto corria ele olhava para trás: o lobo não estava correndo muito rápido, na verdade quase na mesma velocidade que ele. Ao olhar novamente para a frente, Darl se deparou com um corpo preso à uma árvore por uma forquilha (um daqueles tridentes usados para carregar feno). Por instinto ele apoiou seu pé esquerdo no peito do defunto enquanto segurava o cabo da forquilha com ambas as mãos e puxou-a. A forquilha logo se soltou do cadáver e pela força aplicada e falta de equilíbrio, Darl cai para trás.
                Antes de poder levantar o lobo morde a canela esquerda de Darl, que também por instinto, após gritar, atravessou a lateral do lobo com os dentes da forquilha. Darl, com lágrimas nos olhos, levanta-se e olha ainda mais atônito para o lobo morto aos seus pés; mas ele esquece que lobos só caçam em duplas, sem tempo para perceber isso, ouvindo outro barulho, Darl olha novamente para trás. Dessa vez não há um lobo parado, mas sim um pulando em sua direção. Após ser jogado de costas no chão, o lobo, que está em cima de Darl, avança uma mordida a seu pescoço. Darl vê seu fim em "câmera lenta". Até que uma voz ecoa em sua cabeça:
                Lendai-me tai sanitus.
                Darl se sentiu então sonolento, em transe, ele sentia uma pequena e estranha sensação de prazer. Os dentes do lobo se aproximavam em "câmera lenta" do pescoço de Darl, até que ele, ou melhor, a mão direita dele, por conta própria penetra na barriga do lobo e sai pelas costas. Após o lobo não se mexer mais, Darl se levanta ainda com o lobo pendurado em seu braço; seus lábios se contraem como se ele estivesse sorrindo, mas ele nem mesmo tem consciência do que faz. Darl move seu braço com o lobo bruscamente para o lado e o lobo se desprende dele.
                Seus braços pesam, seu pescoço inclina-se fazendo sua cabeça cair para o lado, seus joelhos tremes... Darl cai de joelhos no cão e recobra a consciência. E o pior de tudo: Ele se lembra do que, involuntariamente, acabou de fazer. O garoto desmaia e fica entre os corpos de ambos os lobos. E assim ficou toda a noite.


 Ainda postarei umas artworks dos personagens. Inclusive eu já desenhei o antagonista mas não terminei o protagonista. Postarei as duas artworks do antagonista na próxima postagem.

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